Semana de jornalismo em faculdade particular é assim: chama-se meia dúzia de chefões de jornalões e grandes editoras. Eles falam meia hora sobre como sua vida é boa, soltam alguns clichês e respondem as indagações dos alunos de forma vaga e falaciosa. Um dos chefões da Editora Abril respondeu a seguinte pergunta, feita por mim e por um colega: “Por que os padrões citados pelo senhor para o desenvolvimento e criação de uma boa revista não são se aplicam à revista Veja?”, com o lacônico. “Não concordo”. Não concorda com o quê? Com a Veja? Pois é, eu também não. A culpa foi nossa, deixamos de lado o comportamento acadêmico e esquecemos de incluir um “Justifique sua resposta” no final da pergunta.
Mas no meio dessas chatices acadêmicas sempre tem alguma coisa que presta. Feliz fiquei por agüentar o editor de um desses jornais gratuitos dizer que “o nível de escolaridade do brasileiro está crescendo” (em números absolutos, né? Porque só escrever o próprio nome entra na contagem de 65% de analfabetos funcionais) e me deliciar com os comentários e a risada de José Arbex Jr. na palestra seguinte. Sem dúvida, é preciso de gente como ele para chacoalhar a mídia, mesmo que seja com comentários sarcásticos.

3 comentários:
Tive aula com o Arbex no primeiro ano e, apesar de não tê-lo achado um "mestre" da didática (longe disso, aliás...), não tenho dúvidas de que se trata de um Jornalista com J maiúsculo. E com uma gargalhada impagável mesmo!
:)
E concordo contigo contigo na crítica à Veja, mas gostaria de ver a mesma ênfase na indignação em relação à Carta Capital, por exemplo.
Pra mim, são dois exemplos claros, entre tantos que poderíamos citar, de como não se deve fazer jornalismo.
Beijo!
Tio tio é foda mesmo! hehehehe
=)
beijos
Ah, a Semana de Jornalismo da São Judas era interessante. Pelo menos durava a semana inteira =)
Beijo
Postar um comentário