Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

Reflexões

Sobre a profissão – Acho que 70% dos jornalistas formados se questionam sobre a escolha que fizeram. A sensação de “onde é que eu fui amarrar meu burro” deve ser mais comum do que eu consigo imaginar. Tem um amigo de um amigo meu (e essa não é uma desculpa para dizer que na verdade sou eu) que é veterinário. O que isso tem a ver com jornalismo? Espere e verás. Pois bem, esse amigo do amigo não é o tipo de veterinário que cuida de animais de estimação. O cidadão trabalha em um banco de esperma de boi. Sim, o cara fica masturbando bovinos o dia todo. Na verdade quem descabela o palhaço do boi é uma máquina, mas quem fiscaliza é o cara.

Depois de saber disso, senti uma pontinha de felicidade. Apesar de não ganhar nem o piso e ser contratada por uma empresa terceirizada que tem um nome em inglês que nada significa, e cujos representantes gostam de “agregar valor”. Antes isso que masturbar bois. Esse exemplo poderia render um bom livro de auto-ajuda. Pelo menos vou usuá-lo quando tiver a sensação de que minha vida é uma merda.

Sobre a idade – Nunca pensei que me sentiria velha aos 24 anos. Mas essas coisas costumam acontecer quando você convive com adolescentes. Perto deles, qualquer pessoa com carta de motorista é “tio”. Minhas primas cresceram rápido. Elas têm doze anos e eu ainda insisto em chamá-las de “nenês”. Preciso de um manual de “como não envergonhar primos adolescentes”.

5 comentários:

Guz disse...

Mas Ju... Vc nasceu velha. Mas até que você tá conservada pra idade avançada.

Silvana Salles disse...

Pagou de tia legal, hein, Ju? rs

Fábio disse...

Ah, Ju, achei o post muito amargo. Não gostei. Humpf.

=P

E também tenho meus momentos "tio-sem-noção", no auge dos 24 anos, quando converso com meus "priminhos" e "priminhas" adolescentes. Constrangedor, né?

Vives disse...

Ainda fico com a máxima de que jornalismo é como salsicha. Se soubessem como é feito, ninguém comprava mais jornal.

Bruno Ferrari disse...

demais