Sobre a profissão – Acho que 70% dos jornalistas formados se questionam sobre a escolha que fizeram. A sensação de “onde é que eu fui amarrar meu burro” deve ser mais comum do que eu consigo imaginar. Tem um amigo de um amigo meu (e essa não é uma desculpa para dizer que na verdade sou eu) que é veterinário. O que isso tem a ver com jornalismo? Espere e verás. Pois bem, esse amigo do amigo não é o tipo de veterinário que cuida de animais de estimação. O cidadão trabalha em um banco de esperma de boi. Sim, o cara fica masturbando bovinos o dia todo. Na verdade quem descabela o palhaço do boi é uma máquina, mas quem fiscaliza é o cara. Depois de saber disso, senti uma pontinha de felicidade. Apesar de não ganhar nem o piso e ser contratada por uma empresa terceirizada que tem um nome em inglês que nada significa, e cujos representantes gostam de “agregar valor”. Antes isso que masturbar bois. Esse exemplo poderia render um bom livro de auto-ajuda. Pelo menos vou usuá-lo quando tiver a sensação de que minha vida é uma merda. Sobre a idade – Nunca pensei que me sentiria velha aos 24 anos. Mas essas coisas costumam acontecer quando você convive com adolescentes. Perto deles, qualquer pessoa com carta de motorista é “tio”. Minhas primas cresceram rápido. Elas têm doze anos e eu ainda insisto em chamá-las de “nenês”. Preciso de um manual de “como não envergonhar primos adolescentes”.
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
Reflexões
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5 comentários:
Mas Ju... Vc nasceu velha. Mas até que você tá conservada pra idade avançada.
Pagou de tia legal, hein, Ju? rs
Ah, Ju, achei o post muito amargo. Não gostei. Humpf.
=P
E também tenho meus momentos "tio-sem-noção", no auge dos 24 anos, quando converso com meus "priminhos" e "priminhas" adolescentes. Constrangedor, né?
Ainda fico com a máxima de que jornalismo é como salsicha. Se soubessem como é feito, ninguém comprava mais jornal.
demais
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